terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sorte = Oportunidade + Competência

Sabe aquele ditado ¨De médico e de louco, todo mundo tem um pouco¨? Pois bem, como outros ditados, este se aplica a diversas áreas de nossas vidas. Por exemplo, vira e mexe somos psicólogos, consultores de moda, de gastronomia, de filmes (esse talvez mais arriscado que os anteriores), etc. Digo isso porque vez ou outra me sinto em alguma dessas situações. Já fiz inclusive as vezes de Coach, essa recente (e super importante) figura do atual mundo corporativo. E nesses momentos, vou falando e refletindo sobre pontos que, apesar de sairem como conselhos, acabo também usando-os.

Tem um que gosto especialmente, e que para mim faz muito sentido, que é o fato de que não existe sorte no mundo corporativo, mas, sim, Oportunidade + Competência. (Se esta definição tem dono, sorry, o intuito aqui não plagiar ninguém). A leitura é simples: não adianta nada aparecer uma oportunidade e você não estar pronto para abraçá-la.
Quando digo isso, em 95% dos casos, o ouvinte replica dizendo imediatamente que as oportunidades não vêm para todos, mas sim para aqueles que têm sorte. Não é verdade! O que vejo nitidamente é que as oportunidades sempre surgem por nossa causa, seja por uma influência direta, seja por influência indireta.
As oportunidades da primeira situação são aquelas que criamos, que vamos atrás quando vemos que precisamos mudar, quando nos candidatamos para uma vaga, etc. Já na segunda situação, são aquelas que quando menos esperamos algo acontece. São essas o maior alvo das pessoas que se apoiam em dizer que foi "Sorte". Mais uma vez, não é verdade. Quando uma oportunidade aparece assim, repentinamente, é porque em algum momento e de alguma forma mostramos para alguém quem somos, como somos, qual nossa capacidade, quais nossas habilidades, quais nossos anseios profissionais e sede de trabalhar, etc., e é aí que vemos o quanto somos donos de nossa própria carreira.
No entanto, não basta criar (direta ou indiretamente) as oportunidades, temos que estar preparados para elas, naquele instante, exatamente como nos é esperado. E é aí que as pessoas, que se apoiam na idéia de sorte, pecam, pois muito provavelmente não estão preparadas para uma oportunidade.
Por esse motivo é que precisamos sempre estar preparados, atualizados e prontos para os novos desafios, e isso significa ser o melhor, o mais indicado para aquela posição, seja por uma competência ou conjunto delas, seja por uma característica ou várias delas, i.e., pela vantagem competitiva criada por ninguém menos que você mesmo.
Um exemplo: quanto tempo as pessoas levam em média para aprender uma língua no nível de comunicação verbal e escrita suficientes? Pois bem, tarde demais se aparecer uma oportunidade que requeira isso e você não tem. E sabe quando esta mesma oportunidade baterá na sua porta novamente? Deixa pra lá... Mas não vai dizer que quem agarrou esta oportunidade teve sorte. Apenas estava preparado para ela, muito antes dela aparecer.

terça-feira, 24 de março de 2009

Lixo nosso de cada dia...


Intriga-me o fato de que, mesmo nos tempos atuais, -- em que fala-se muito sobre sustentabilidade, ética, educação, mundo melhor para todos, o qual o Homem está destruindo -- há ainda pessoas que jogam coisas ao chão ou pela janela do carro.

Essa é uma atitude ínfima se comparada ao que cada um poderia contribuir com o mundo, mas por que não começar pelas coisas pequenas?

Alguém já parou pra pensar em quantas bitucas de cigarro são jogadas ao chão apenas na hora do almoço na Av. Paulista? Melhor não perder tempo com isso, a não ser que vc possua um supercomputador em casa que te auxilie nessa estimativa.

Chiclete não tem problema? É, por um lado, biologicamente explicado, este quase se desintegraria, digamos, na 3a chuva. Por outro, vai deixar mais uma daquelas marcas circulares, que vemos se confundindo com o contorno do estado pintado nos ladrilhos das principais calçadas da cidade. (Ao menos vamos torcer para o chiclete cair na parte escura.)

Outro ponto que tampouco entendo é que ainda há pessoas que preferem usar mangueira d'água a uma vassoura. É, vai ver as vassouras estão caras demais. Afinal, o mercado de vassouras foi um dos mais afetados pela crise, esta que explica tantos problemas dos últimos meses como nada antes explicava. Este por exemplo. Tsc tsc.

Ainda na escolinha, uma professora me ensinou que quando visse alguém jogar um papel ao chão eu deveria pegá-lo, entregá-lo de volta à pessoa e dizer: "- Olhe, vc deixou cair!". Nunca tentei. Será que teria funcionado? Será que todas as professoras de escolinha ensinam isso?

Mas o pior de tudo mesmo é ver a imundice que são os banheiros públicos. Sejam aqueles nas ruas (sem chance!) ou mesmo os de baladas caras. Ah, esses não ficam para trás. Mas paro e penso: Será que essas pessoas fazem isso em seus lares, doces lares?

Pois é, chegamos ao ponto-chave: Qual a diferença entre nossa casa e a rua? Bom, pra mim não deveria existir, quando falamos de modos, mas existe e tem váaarias justificativas, todas (cada um com suas) verdadeiras.

terça-feira, 17 de março de 2009

Novo link

O endereço do Papel de Blog vai mudar para papeldeblog.blogspot.com.

Se prepare para mudar o link nos seus Favoritos (que pretensão a minha).

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Thoughts...

Hoje me vieram uns pensamentos que resolvi compartilhar aqui:
1) Ter atitude é tê-la o tempo todo.
2) Respeito, confiança, credibilidade, amizade não se impõe, se conquista.
3) Vamos até onde queremos e não até onde achamos que podemos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Terceiromundismo: Caso do metrô

Esse é um tema que daria vários posts. Não por criticar países de terceiro mundo -- até porque vivo em um e que atualmente são chamados (e quero crer) de países emergentes --, mas por mostrar a realidade de como a cultura influencia as atitudes das pessoas que neles vivem.

Um caso recente que observei, e que na minha opinião tem a ver com essa influência da cultura terceiromundista, foi uma amiga me dizer que passou por uma situação embaraçosa. Certo dia chegou à estação de metrô para ir trabalhar quando viu que não tinha nem bilhete nem dinheiro. Voltar pra casa não era uma saída cogitável. Resolveu, então, tentar uma alternativa considerada pra muitos absurda: foi pedir para passar de graça. Se sentiu envergonhada, pois onde já se viu uma moça de família e trabalhadora pedir pra passar de graça?!

Pois bem, qual o problema? De fato as pessoas devem pensar que sua reação, de se sentir envergonhada, foi normal. Concordo em parte. Normal para a nossa realidade.

Vivemos num país em que um quer tirar vantagem do outro, o tempo todo. Talvez eu não devesse generalizar tanto assim, mas é o que percebo ao viver dentro deste mundo. Lembram da "Lei de Gerson"? Muitos não devem lembrar, mas já dá pra sacar o que ela prega, certo?

Assim, tendo em vista que esta é uma premissa já enraizada nas nossas cabeças, é natural a pessoa que está recebendo o pedido hesitar e se perguntar se quem o faz está agindo de boa-fé ou não. Como responder a essa pergunta? Tentando confiar na índole, na ética das pessoas. E é exatamente nesta natural confiança que os "espertinhos" se apoiam, tiram proveito, pois sabem que muito provavelmente a pessoa cederá. E aí entramos num ciclo que, pelo que vejo, só tende a piorar.

Não quero entrar em detalhe quanto aos "espertinhos", pois terei que falar sobre estelionatários, o que também daria outro post.

O que queria externar aqui era essa sensação de que nunca venceremos essas barreiras, barreiras culturais, barreiras éticas, e que isso atrapalhará, e muito, a evolução do nosso povo, conseqüentemente, do nosso país.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Novo Nome: Papel de Blog

Escrevendo o post anterior (e talvez por hoje ser lua cheia, seguindo as crenças de um grande amigo), resolvi mudar o nome do blog.

O novo nome será "Papel de Blog".

Todo mundo usa a expressão "Botar no papel", usa também a expressão "Papel de Pão", junta tudo e dá o novo nome.

É isso! That's it! Papel de Blog.


(Obs: o endereço permanecerá o mesmo até eu achar que já dá pra mudar...)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Decisões

As pessoas prezam pela liberdade. Falam de livre-arbítrio. A ferramenta que nos foi dada para exercermos isso chama-se Decisão. Algumas pessoas até se assustam com ela. Outras fingem que ela não existe.

É clichê falar que o tempo todo tomamos decisões. Não que não seja verdade, mas não é dessas que estou falando. Falo daquelas que hesitamos, que pensamos muito antes de tomá-las, que consomem tempo e energia e que muitas vezes são árduas.

Alguns exemplos são: decidir trocar de emprego quando este já não está satisfatório; decidir fazer algo, seja um esporte, uma viagem ou uma atividade, não aprovado por todos; decidir encerrar um relacionamento; decidir abrir mão de algo que gosta muito, mas que por algum motivo vai contra seus princípios; decidir mudar de estado/país; decidir levar para frente um conselho recebido; etc.

O que faz essas decisões serem tão difíceis?

O que enxergo é que, em sua grande maioria, essas decisões estão diretamente ligadas ao rumo que damos às nossas vidas, e é aí que entra nossa preocupação tão grande, grande que se assemelha ao medo, medo de errar, de se tomar a decisão equivocada e assim perder o controle das conseqüências, sem, muitas vezes, poder voltar atrás.

Mas... como poderemos saber se era a decisão certa ou a errada se não a tomarmos?

Seguramente, apenas saberemos se a tomarmos. No entanto, assim como em qualquer outra situação em que há riscos, o que devemos fazer é minimizar ao máximo o risco de falha, de arrependimento, de frustração. E isso apenas conseguiremos refletindo sobre os compensadores, sobre as trocas que serão feitas e sobre as conseqüências da mudança, da decisão. (Vejam que a dica é simples, mas não custa nada botá-la no papel). Porém, é neste ponto que entra o conflito entre o racional e o emocional. Para uns, é tão fácil ser racional. Para outros, o lado emocional é tão pesado que os impede de tomar a decisão.

E então, o que temos que fazer? Como escapamos de sermos dominados pelo lado emocional sem nos transformarmos numa pessoa fria e insensível?

...

Já conheci pessoas racionais demais. Ao mesmo tempo que conheci pessoas emocionais demais. Mas o interessante é que pude comprovar que este conflito atinge mesmo os mais racionais, pois no fundo, o que fala mais alto é o respeito, a consideração pelas pessoas, a consciência sobre as conseqüências e a auto-proteção.

Desejo sorte e muita reflexão na sua próxima grande decisão.

That's it!