
Intriga-me o fato de que, mesmo nos tempos atuais, -- em que fala-se muito sobre sustentabilidade, ética, educação, mundo melhor para todos, o qual o Homem está destruindo -- há ainda pessoas que jogam coisas ao chão ou pela janela do carro.
Essa é uma atitude ínfima se comparada ao que cada um poderia contribuir com o mundo, mas por que não começar pelas coisas pequenas?
Alguém já parou pra pensar em quantas bitucas de cigarro são jogadas ao chão apenas na hora do almoço na Av. Paulista? Melhor não perder tempo com isso, a não ser que vc possua um supercomputador em casa que te auxilie nessa estimativa.
Chiclete não tem problema? É, por um lado, biologicamente explicado, este quase se desintegraria, digamos, na 3a chuva. Por outro, vai deixar mais uma daquelas marcas circulares, que vemos se confundindo com o contorno do estado pintado nos ladrilhos das principais calçadas da cidade. (Ao menos vamos torcer para o chiclete cair na parte escura.)
Outro ponto que tampouco entendo é que ainda há pessoas que preferem usar mangueira d'água a uma vassoura. É, vai ver as vassouras estão caras demais. Afinal, o mercado de vassouras foi um dos mais afetados pela crise, esta que explica tantos problemas dos últimos meses como nada antes explicava. Este por exemplo. Tsc tsc.
Ainda na escolinha, uma professora me ensinou que quando visse alguém jogar um papel ao chão eu deveria pegá-lo, entregá-lo de volta à pessoa e dizer: "- Olhe, vc deixou cair!". Nunca tentei. Será que teria funcionado? Será que todas as professoras de escolinha ensinam isso?
Mas o pior de tudo mesmo é ver a imundice que são os banheiros públicos. Sejam aqueles nas ruas (sem chance!) ou mesmo os de baladas caras. Ah, esses não ficam para trás. Mas paro e penso: Será que essas pessoas fazem isso em seus lares, doces lares?
Pois é, chegamos ao ponto-chave: Qual a diferença entre nossa casa e a rua? Bom, pra mim não deveria existir, quando falamos de modos, mas existe e tem váaarias justificativas, todas (cada um com suas) verdadeiras.