As pessoas prezam pela liberdade. Falam de livre-arbítrio. A ferramenta que nos foi dada para exercermos isso chama-se Decisão. Algumas pessoas até se assustam com ela. Outras fingem que ela não existe.
É clichê falar que o tempo todo tomamos decisões. Não que não seja verdade, mas não é dessas que estou falando. Falo daquelas que hesitamos, que pensamos muito antes de tomá-las, que consomem tempo e energia e que muitas vezes são árduas.
Alguns exemplos são: decidir trocar de emprego quando este já não está satisfatório; decidir fazer algo, seja um esporte, uma viagem ou uma atividade, não aprovado por todos; decidir encerrar um relacionamento; decidir abrir mão de algo que gosta muito, mas que por algum motivo vai contra seus princípios; decidir mudar de estado/país; decidir levar para frente um conselho recebido; etc.
O que faz essas decisões serem tão difíceis?
O que enxergo é que, em sua grande maioria, essas decisões estão diretamente ligadas ao rumo que damos às nossas vidas, e é aí que entra nossa preocupação tão grande, grande que se assemelha ao medo, medo de errar, de se tomar a decisão equivocada e assim perder o controle das conseqüências, sem, muitas vezes, poder voltar atrás.
Mas... como poderemos saber se era a decisão certa ou a errada se não a tomarmos?
Seguramente, apenas saberemos se a tomarmos. No entanto, assim como em qualquer outra situação em que há riscos, o que devemos fazer é minimizar ao máximo o risco de falha, de arrependimento, de frustração. E isso apenas conseguiremos refletindo sobre os compensadores, sobre as trocas que serão feitas e sobre as conseqüências da mudança, da decisão. (Vejam que a dica é simples, mas não custa nada botá-la no papel). Porém, é neste ponto que entra o conflito entre o racional e o emocional. Para uns, é tão fácil ser racional. Para outros, o lado emocional é tão pesado que os impede de tomar a decisão.
E então, o que temos que fazer? Como escapamos de sermos dominados pelo lado emocional sem nos transformarmos numa pessoa fria e insensível?
...
Já conheci pessoas racionais demais. Ao mesmo tempo que conheci pessoas emocionais demais. Mas o interessante é que pude comprovar que este conflito atinge mesmo os mais racionais, pois no fundo, o que fala mais alto é o respeito, a consideração pelas pessoas, a consciência sobre as conseqüências e a auto-proteção.
Desejo sorte e muita reflexão na sua próxima grande decisão.
That's it!