terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Decisões

As pessoas prezam pela liberdade. Falam de livre-arbítrio. A ferramenta que nos foi dada para exercermos isso chama-se Decisão. Algumas pessoas até se assustam com ela. Outras fingem que ela não existe.

É clichê falar que o tempo todo tomamos decisões. Não que não seja verdade, mas não é dessas que estou falando. Falo daquelas que hesitamos, que pensamos muito antes de tomá-las, que consomem tempo e energia e que muitas vezes são árduas.

Alguns exemplos são: decidir trocar de emprego quando este já não está satisfatório; decidir fazer algo, seja um esporte, uma viagem ou uma atividade, não aprovado por todos; decidir encerrar um relacionamento; decidir abrir mão de algo que gosta muito, mas que por algum motivo vai contra seus princípios; decidir mudar de estado/país; decidir levar para frente um conselho recebido; etc.

O que faz essas decisões serem tão difíceis?

O que enxergo é que, em sua grande maioria, essas decisões estão diretamente ligadas ao rumo que damos às nossas vidas, e é aí que entra nossa preocupação tão grande, grande que se assemelha ao medo, medo de errar, de se tomar a decisão equivocada e assim perder o controle das conseqüências, sem, muitas vezes, poder voltar atrás.

Mas... como poderemos saber se era a decisão certa ou a errada se não a tomarmos?

Seguramente, apenas saberemos se a tomarmos. No entanto, assim como em qualquer outra situação em que há riscos, o que devemos fazer é minimizar ao máximo o risco de falha, de arrependimento, de frustração. E isso apenas conseguiremos refletindo sobre os compensadores, sobre as trocas que serão feitas e sobre as conseqüências da mudança, da decisão. (Vejam que a dica é simples, mas não custa nada botá-la no papel). Porém, é neste ponto que entra o conflito entre o racional e o emocional. Para uns, é tão fácil ser racional. Para outros, o lado emocional é tão pesado que os impede de tomar a decisão.

E então, o que temos que fazer? Como escapamos de sermos dominados pelo lado emocional sem nos transformarmos numa pessoa fria e insensível?

...

Já conheci pessoas racionais demais. Ao mesmo tempo que conheci pessoas emocionais demais. Mas o interessante é que pude comprovar que este conflito atinge mesmo os mais racionais, pois no fundo, o que fala mais alto é o respeito, a consideração pelas pessoas, a consciência sobre as conseqüências e a auto-proteção.

Desejo sorte e muita reflexão na sua próxima grande decisão.

That's it!

3 comentários:

  1. Foi interessante a leitura e refletir sobre o assunto foi melhor ainda. Logo em seguida por acaso do destino acessei este site: http://www.shinyashiki.com.br/index.php/artigos-detalhe/12/conserte-seus-erros
    No meu intimo as leituras se encaixam.

    Obrigada.
    At. Mariana

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  2. Realmente é curiosa a semelhança entre os pontos dos dois textos. Bom texto esse, valeu a indicação.
    Que bom que gostou do que escrevi. Faz sentido pra mim. E fico contente que faz sentido pra mais gente.

    Obrigado pelo comentário.
    Fernando

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  3. Fernando

    Concordo com a tua opinião sobre o livre-arbitrio e a escolha.Tem um texto de Carlos Drumond de Andrade, que gosto muito e que fala sobre a escolha de sofrer e de se lançar ao desconhecido ..segue A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
    A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
    Carlos Drummond de Andrade

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