segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Terceiromundismo: Caso do metrô

Esse é um tema que daria vários posts. Não por criticar países de terceiro mundo -- até porque vivo em um e que atualmente são chamados (e quero crer) de países emergentes --, mas por mostrar a realidade de como a cultura influencia as atitudes das pessoas que neles vivem.

Um caso recente que observei, e que na minha opinião tem a ver com essa influência da cultura terceiromundista, foi uma amiga me dizer que passou por uma situação embaraçosa. Certo dia chegou à estação de metrô para ir trabalhar quando viu que não tinha nem bilhete nem dinheiro. Voltar pra casa não era uma saída cogitável. Resolveu, então, tentar uma alternativa considerada pra muitos absurda: foi pedir para passar de graça. Se sentiu envergonhada, pois onde já se viu uma moça de família e trabalhadora pedir pra passar de graça?!

Pois bem, qual o problema? De fato as pessoas devem pensar que sua reação, de se sentir envergonhada, foi normal. Concordo em parte. Normal para a nossa realidade.

Vivemos num país em que um quer tirar vantagem do outro, o tempo todo. Talvez eu não devesse generalizar tanto assim, mas é o que percebo ao viver dentro deste mundo. Lembram da "Lei de Gerson"? Muitos não devem lembrar, mas já dá pra sacar o que ela prega, certo?

Assim, tendo em vista que esta é uma premissa já enraizada nas nossas cabeças, é natural a pessoa que está recebendo o pedido hesitar e se perguntar se quem o faz está agindo de boa-fé ou não. Como responder a essa pergunta? Tentando confiar na índole, na ética das pessoas. E é exatamente nesta natural confiança que os "espertinhos" se apoiam, tiram proveito, pois sabem que muito provavelmente a pessoa cederá. E aí entramos num ciclo que, pelo que vejo, só tende a piorar.

Não quero entrar em detalhe quanto aos "espertinhos", pois terei que falar sobre estelionatários, o que também daria outro post.

O que queria externar aqui era essa sensação de que nunca venceremos essas barreiras, barreiras culturais, barreiras éticas, e que isso atrapalhará, e muito, a evolução do nosso povo, conseqüentemente, do nosso país.

5 comentários:

  1. Hahahaha, levei um susto quando li... a minha história postado no seu blog... aiaiaia =) Bjo!

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  2. Pikachu,, Não entendi bem aonde vc quis chegar com seu post.
    Primeiro voce contou da sua amiga que se sentiu envergonhada, mas assim, não ficou claro pra mim se você concorda com que as pessoas passem de graça ou não, sendo elas honestas ou não.
    E não entendi também onde entra o lance das barreiras culturais e éticas nesse contexto, pois isso ocorre tanto em países desenvolvidos quanto sub-desenvolvidos.
    Ou voce acha que nos EUA o pessoal tbem nao pede pra passar de graça no metro ?

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  3. O que eu quis colocar é que existem mais "espertinhos" nos países sub-desenvolvidos do que nos países desenvolvidos. E isso vem da atitude de querer tirar vantagem dos outros. Num país desenvolvido, não é que não exista isso, mas é tão menos que as pessoas não ficam com o pé atrás o tempo todo, como nós ficamos. É até provável que num país desenvolvido o cara do metrô não a deixasse entrar, mas o motivo seria algo como seguir as regras e não por achar que a menina pode estar querendo tirar vantagem, como é por aqui. (isso na minha opinião, de repente nos EUA é pior que aqui e eu não sei).
    Abs

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  4. Fers,
    Lembre-se do que falo: Resista à tentação de generalizar. Dê um pulinho na Flórida e veja se não está cheio de espertinhos. É igual a história do lixo, que lá ninguém joga lixo na rua... Tudo besteira.Gente porca, espertinha, existe em todo lugar e país. E afinal, sua amiga passou ou não?

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  5. Caramba, Fe, tornou-se um candidato a escritor nas horas vagas? Nao conhecia este lado.
    Mas e ai a amiga passou ou náo passou de graça?
    Arely

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